Hérnia inguinal

Cirurgia de hérnia inguinal em Brasília

A hérnia inguinal é a mais frequente da parede abdominal e aparece como um abaulamento na virilha, muitas vezes associado a desconforto ao esforço. Nesta página explico como avalio o quadro, quando existe indicação cirúrgica, quais técnicas utilizo e como costuma ser a recuperação — para que você chegue à consulta com o cenário claro.

Agendar avaliação

Como reconhecer

Sintomas mais comuns

Nem toda dor na virilha é hérnia — e nem toda hérnia dói. O exame clínico, complementado por ultrassom ou tomografia quando necessário, define o diagnóstico.

  • Abaulamento na virilha, que costuma aparecer em pé ou ao fazer esforço e reduzir ao deitar.
  • Desconforto, peso ou dor local ao tossir, levantar peso ou ficar muito tempo em pé.
  • Sensação de queimação ou puxão na região inguinal ao final do dia.
  • Aumento progressivo do abaulamento ao longo dos meses.

Sinais que exigem atendimento imediato

  • • Dor forte e súbita na hérnia.
  • • Abaulamento que endurece e não retorna ao lugar.
  • • Náusea, vômito ou parada de eliminação de gases e fezes.

Esses sinais podem indicar encarceramento ou estrangulamento da hérnia, situações de urgência que devem ser avaliadas em pronto-socorro.

Técnicas

Como a cirurgia pode ser feita

As três vias são ferramentas válidas. A escolha depende do tipo de hérnia, do histórico cirúrgico e da anatomia — e é decidida junto com você em consulta.

Cirurgia aberta (Lichtenstein)

Incisão sobre a região inguinal e reforço da parede com tela. Continua sendo uma excelente opção em muitos casos, especialmente em hérnias unilaterais e em pacientes selecionados.

Videolaparoscopia (TAPP/TEP)

Acesso por pequenas incisões, com posicionamento da tela por trás da parede abdominal. Útil sobretudo em hérnias bilaterais e recidivadas, com menor dor no pós-operatório imediato em parte dos pacientes.

Cirurgia robótica

Mesma lógica da videolaparoscopia, com maior precisão e estabilidade de movimentos. Indicada quando o caso realmente se beneficia dessa abordagem — a decisão é técnica, não comercial.

Pós-operatório

Como costuma ser a recuperação

Os prazos abaixo são referências gerais para hérnias inguinais não complicadas; o retorno às atividades é sempre individualizado.

Primeiros dias

Caminhadas leves e atividades do dia a dia costumam ser liberadas logo, com analgesia orientada. Em muitos casos de pequeno e médio porte a alta ocorre no mesmo dia, quando o paciente está sem dor, sem náusea, andando e urinando normalmente.

Cerca de 2 semanas

Esforços moderados costumam ser liberados nessa fase, sempre conforme a evolução individual.

Entre 4 e 6 semanas

Retomada de esforços mais intensos e treinos de carga, após reavaliação em consulta.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Toda hérnia inguinal precisa ser operada?

A indicação depende do tipo, do tamanho e dos sintomas. Em consulta avalio se há indicação imediata, se é possível acompanhar clinicamente ou se existe risco de complicação que justifique a cirurgia.

A cirurgia sempre usa tela?

Na maioria das hérnias inguinais do adulto o reforço com tela é o padrão, porque reduz o risco de recidiva. O tipo de tela e o posicionamento são definidos conforme a anatomia e o histórico de cada paciente.

A hérnia pode voltar depois da cirurgia?

Existe um risco de recidiva em qualquer técnica, que varia conforme a tela utilizada, a execução cirúrgica e fatores do próprio paciente. O planejamento correto desde a primeira cirurgia é o que mais reduz esse risco.

Já operei e a hérnia voltou. Posso operar de novo?

Sim. Hérnias recidivadas e complexas são o foco da minha formação como fellow em hérnias complexas da parede abdominal, e a via de acesso é escolhida considerando a cirurgia anterior.

Avaliação de hérnia inguinal em Brasília

Atendimento particular no Lago Sul, com avaliação individualizada e acompanhamento próximo do pré ao pós-operatório.

SHIS QI 1, Edifício Santos Dumont Medical Center, Bloco B, Sala 010-7 — Lago Sul, Brasília - DF, 71605-170